sexta-feira, 12 de março de 2010

Uma ode aos satélites de geração

Por vezes a gente conta estar vivendo tempo de certezas e por isso mesmo, fica este tempo com uma cara de tédio, de coisa estabelecida, de reconhecimento de quem somos apenas com um adentrar ao boteco-meca alcunhado Arco Íris.
Daí uma sorte do MOCC ter o Fernando como nosso provocador-mor, ou corregedor-da-pasmaceira-inaceitável, tanto faz. Sou crítico à implicância do nosso economista-artista com certas moças que cantam - e outras, presentes em sua lista negra, nem tão mocinhas assim - porque considero um prazer ouvi-las, dança-las e até dançar com elas (vide a cheirosa Roberta Sá). Porém, é beber dois goles de conversa com o Assumpção e logo ele vem implodindo uma a uma, nem sempre com satisfatório sucesso mas com apuro e bom humor. O famoso bom humor do mau humor . Quando pensamos que ,enfim, ele já destruiu carreiras com sua afiada língua, no contrapé somos pegos com suas "descobertas". Deste modo matamos um simplismo de avaliação: Fernando não é um provocador de polêmicas, outrossim um promotor de modernidades; essas que para nós, pobres mortais-com-leve-alcoolismo, poderiam ser demodés ou cafonas, e que ele vem, com seu senso estético inquieto de ocupação, fazendo chacota de nossos bons sensos assentados pelo Incra. Um tropicalista jóia, uma figura de fundir a cuca dessa juventude que quer tomar o puder, eis nosso satélite de geração. Coisa velha isso de satélite, né? o lance agora é bluetooth. Ou, como diria a projenitora: o lance agora é isso, "vê se eu tô on line aí!!..."
O melhor de Assumpção é seu pior: ser um homem bomba que eventualmente chora.
beijos para Dhi (que não sai da minha cuca! - o que não necessariamente é agradável.. ou nem sempre o é...rs)

f.


p.s.
sinto falta das moquianas fotografias do carnaval do mocc da manchete.... e o baile? vem por aí?

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