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Rodrigo - Luiz – Nascimento - Lobo
1
R.L.*
Esta sigla, criada pelo meu irmão Pedro, reflete aliás uma qualidade que é comum aos dois. São “sem frescura”, vão direto ao ponto e querem resolver as coisas. Mas atenção! Essa objetividade comporta também todas as contradições possíveis. Uma delas é que Rodrigo é um amante da boa conversa, o que inclusive faz com que ele não resolva as coisas por inteiro, de uma vez, ou melhor, com pressa. O termo também traduz talvez a característica que primeiro se percebe deste sujeito: o carisma. Daí as comparações erótico-messiâ nicas: para uns ele parece um bichinho de pelúcia, um Picachu, e outros vêem nele uma semelhança com Cristo. Principalmente as mulheres. Diz-se que ele tira o diabo do corpo e antes faz ver o diabo de perto.
*Obs: Além dos diminutivos, outros apelidos são conhecidos: Dime, de “di menor”; Beiço; Pacoval; Baboi, entre outros. Cada um reconta as histórias e lugares de onde se pegou/botou. Deixo para os responsáveis pela nomeação esta tarefa.
2
Nascimento
“Começa-se atrasado ao próprio advento e nunca mais se terá a chance de descontar o atraso.”
Um caminhão de gente já disse algo parecido com isso, mas poucas vez vi alguém levar o atraso da condição inicial às últimas conseqüências. Rodrigo nasceu atrasado, sempre chegou atrasado, mas vive no agora. Os pré-socráticos, sobretudo Parmênides, chamam isso de nyn. O ser, a rigor, vive no agora de um “é” sempre presente, que não foi nem será. E o que é é, e o que não é não é. O resto é ilusão, conversa mole pra boi dormir meus amigos do esporte!
Depois de tudo bem entendido, quero dizer o seguinte: nasceu atrasado porque nasceu no dia 24. Dia em que “cabra-macho” nenhum queria nem a mãe dele queria. Por isso, resolveu-se que ele seria registrado no dia 25. Portanto – mesmo 24 – ele é no 25. Dispensarei a parte em que falo dos atrasos aos encontros, churrascos, botecos, aniversários, casamentos ...etc faz parte de um acordo meu com o protagonista.
3
Lobo
Sem dar bobeira nem demonstrar sua voracidade, este Lobo é espécie das mais distintas. Tipo generoso e de bom senso de humor.
Não convém pisar-lhe o calo, porque o rapaz é teimoso e pode ficar arredio, isso contudo, faz dele sincero e confiável. Estar sob a sua guarda e fiscalização não é nada mal.
Amante da liberdade e de deixar as pessoas livres, é também um grande conselheiro, de grande autonomia e consumo moderado [curiosamente maior na estrada do que na cidade], movido a ampolas de cevada. Conheci ainda nos tempos de colégio Pedro II esta faceta. Foi ele quem me apelidou de “Leozito”, mas logo cresci, porque recebi o “de la Mauá” de outro amigo. Isso era 2000-1.
Depois vieram os tempos de Uerj, Mocc e do Pré-vestibular, que permitiram uma aproximação maior, tanto pessoal quanto profissional. Deve bater uma década pra mim, desde que conheço este parceiro.
E muitas linhas ainda estão para ser escritas sobre esta relação. Ah! Que delícia! Cheguei ao fim...
Foi bom pra você Rodrigo?
Leo, o Zito o Da Mauá
