terça-feira, 26 de janeiro de 2010

De médicos e soldados


A distância por mar entre Cuba e o Haiti é de menos de 100km. O terremoto do dia 12 de janeiro, que arrasou a capital haitiana, foi sentido em toda a região oriental da maior das antilhas, e mesmo na segunda maior cidade do país, Santiago de Cuba.

No entanto, a única notícia que repercutiu na mídia internacional foi a liberação, pelos cubanos, de seu espaço aéreo para o trânsito de aeronaves norte-americanas com a tão falada "ajuda humanitária".

Porém Cuba não enviou muita gente para o Haiti após a tragédia. Mas, e o tal do internacionalismo?

Pois bem: antes mesmo do terremoto, havia no Haiti 25 cubanos participando da Campanha Nacional de Alfabetização daquele país e 417 médicos e estudantes que participavam de iniciativas de atendimento básico e vacinação.

Até o último sábado, 18.000 haitianos foram atendidos por equipes cubanas de saúde, tendo sido realizadas mais de 1.700 intervenções cirúrgicas, das quais 800 classificáveis como complexas. Isso tudo, nos cinco Centros de Diagnóstico Integral espalhados pelo território do país caribenho, que lá funcionam desde antes do terremoto numa iniciativa conjunta entre Cuba e Venezuela.

Os cubanos tomaram de assalto o Hospital Ofatma, qualificado pelos haitianos como "un hospital para gente rica", e lá atendem a todos os que precisam. Como diz a matéria do jornal cubano Granma, "o terremoto sacudiu muitas coisas no Haiti".

Enquanto isso, no palácio presidencial, milhares de soldados norte-americanos estabelecem seu quartel general. Bem verdade é que o tremor tirou muitas coisas do eixo naquela pobre, porém lutadora ilha caribenha. Mas parece que os marines sempre estão a postos - e dispostos - para colocar o que é preciso no seu devido lugar.

(notícias retiradas do site www.granma.cu)

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Infância


De tanto tomar banho de cachoeira, quando voltamos da Bahia pedi ao meu pai que tirasse o chuveiro do único banheiro da casa e deixasse só no cano - queria tomar banho de “biquinha”. Saudade era o nome do que eu sentia, mas naquela época não sabia explicar. “Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança pra acontecer de novo e não consegue” – eu li uma vez.
Nietzsche diz que as nossas vivências mais íntimas não são nada tagarelas. Ele tem razão.

Palavras que valem por mil imagens: cinema transcendental.

Pessoas há que tomam de assalto a língua e fazem dela o que bem entendem. Parece-me que disso ela gosta.
Menos polissíndetos, mais polissemias. E o sentido, que se faz do sentido nessa larga boca onde todos desembocam?
Certos disso é que eles gostam. Por isso, Felipe, não se acanhe de ser prolixo...

***

http://www.youtube.com/watch?v=qoJ-AUi2GXs

O melhor o tempo esconde, longe, muito longe
Mas bem dentro aqui, quando o bonde dava a volta ali
No cais de Araújo Pinho, tamarindeirinho
Nunca me esqueci onde o imperador fez xixi

Cana doce Santo Amaro, gosto muito raro
Trago em mim por ti, e uma estrela sempre a luzir

Bonde da Trilhos Urbanos vão passando os anos
E eu não te perdi, meu trabalho é te traduzir

Rua da Matriz ao Conde no trole ou no bonde
Tudo é bom de vê, seu Popó do Maculelê

Mas aquela curva aberta, aquela coisa certa
Não dá prá entender o Apolo e o rio Subaé

Pena de Pavão de Krishna, maravilha, vixe Maria
Mãe de Deus, será que esses olhos são meus ?

Cinema transcendental, Trilhos Urbanos
Gal cantando o Balancê
Como eu sei lembrar de você

(Caetano Veloso - Trilhos Urbanos)

A primeira de muitas...


Descaradamente roubada do álbum da Babi, esta foto tem a cara do Movimento maior do Brasil!
E como dizemos, pra recomeçar os trabalhos, aí vai a minha primeira contribuição para esta repaginada lista que, pelo que vejo, está cada dia melhor!

Que venham as próximas...

Aos grandes amigos um grande beijo!