
terça-feira, 30 de março de 2010
sábado, 27 de março de 2010

Ontem, após receber a notícia de que forças abjetas assaltaram mais um canal de mídia livre e pública - e autônoma uai, dentro da Unicamp. Queria mandar enfiarem nosas antenas no cú, mas sem miguelar, respirei e cantei também:
“Que beleza, o vil metal, a ordem e a crença, os andróides perdidos retornam esmerilhando a consciência pública, roube sua rádio, julgue sua televisão e se liga filho da puta, na origem faltam-te conduta, governante playboy, empresário facista, apreende e nem sempre aprende um delinquente inspirar que cria simples e ausente assim dessas suas manias, cagaços, normas e caros vinhos - todos sabemos beber bons vinhos. Tu és vizinho, mas o bairro que se feda? Obrigado cidadão, onde se escreva, cante pro canto da luneta, empoeirada, suba nas puras poetisas caixas, enfia o dedo no rastro, e goza, goza tua liberdade, pega nossa vontade, e goza, mas deixe-nos, um amor, gozar tão bem”
sexta-feira, 26 de março de 2010
texto usurpado: FERNANDO ASSUMPÇÃO, O CRONISTA DAS CANTORAS E DO BELO ÓCIO
Nina Rosa, la cantanteESTE É UM TEXTO NÃO CEDIDO NEM PELO AUTOR, NEM PELO ÓRGÃO QUE O PUBLICOU. EM TEMPOS DE VASTA PUTARIA POR AÍ, NÃO É NADA DEMAIS PEGAR NO ORGÃO DOS OUTROS... QUALQUER COISA A GENTE FINGE QUE FOI DOAÇÃO.
F. (de Felipe)
* * *
O rebolar é novo modo de gingar e nova estação...
Fernando Assumpção*
Sábado à tarde, para mim, é o momento mais formoso da semana. E tem acontecido desde o inicio de ano, nessas horas lindas, um encontro de jovens Sambista no Bar Vaca Atolada, na ex-decadente e reformulada, Gomes Freire.
O bar simples tem atendimento atencioso – coisa rara nos dias de hoje: pode-se conversar longamente com o acessível dono e com os afáveis garçons. Apreciar o cardápio, tipicamente mineiro, como a generosa e saborosa e que leva o nome do estabelecimento: vaca atolada, tendo o seu melhor, o preço: por menos de dez reais. Porção de aipim com manteiga de garrafa, polenta frita, também nessa mesma linha, come bem e paga o justo.
O bar é tão bacana que sua Jukebox é feita só com sambas, dos clássicos ao que tem de moderno: da Velha Guarda da Portela, passando por Aniceto do Império, Noel Rosa e Diogo Nogueira. No salão, onde se apresenta os músicos, funciona um ar condicionado que não dá conta, mas que ameniza o calor. Não existe couvert artístico, existe um acréscimo de um real em cada na cerveja e refrigerante, mas de quem consumir. Honesto.
Alem disso tudo, o que vale mesmo o meu deslocamento e mudança de rota no meu dia preferido é a voz de Nina Rosa!
Nina Rosa uma jovem cantora, com uma voz média grave, suave, que se coloca em boas notas, que não perde nenhuma oportunidade e sustenta até o fim definidos tons em um bom samba. Nina é de uma geração moderno-contemporânea, mas, menina esperta que é, sabe que um figurino, um bom vestido estilizado, feito pelas “costureiras da família”, fazem a diferença em uma apresentação de música. Nina está sempre bem vestida, com um acessório no cabelo, uma bijuteria, maquiada ou qualquer coisa que valoriza a sua natural beleza. Hoje, onde as cantoras se apresentam como quem vai à feira ou com vestimentas compradas em lojas de roupas masculinas de rua: Nina surpreende.
Os também, jovens músicos, que acompanham Nina fazem bonito e valorizam a tarde com arranjos comprometidos e sérios. O repertorio circula entre os sambas antigos – mas sem aquela onda de resgate: “vamos tocar a terceira faixa do lado B do ‘As forças da natureza’” – Isso cansa. – e sambas mais “fáceis de cantar”, onde em uma roda as pessoas podem interagir, cantar e transferir-se para aquele momento mágico que se propõem. Buchecha, marido de Nina, simpático de voz grave, excelente, quase um barítono, se coloca a disposição da amada, em duetos de casais sambistas: “Tem que Rebolar” (José Batista e Magno de Oliveira) de Clássico na voz de Dona Elizeth Cardoso e Cyro Monteiro ou em “Faixa Amarela” (Zeca Pagodinho/Jessé Pai/luiz Carlos/Beto Gago) do divertido Zeca Pagodinho.
A tarde e início de noite acabam e uma sensação de alívio ao peito apertado, de mais um sábado sereno, efetiva-se. Volto pra casa pensando no próximo, que será um sábado de outono: a mais linda estação, onde as noites são limpas e de longe se avista a Lua, e os dias plácidos e amenos.
Serviço: Roda de Samba no Botequim Vaca Atolada, das 15h às 19h
Av. Gomes Freire, 533 - Lapa (Rio de Janeiro)
* Fernando Assumpção está se guardando pra quando o outono chegar e tem esperança em uma nova leva de cantoras.
NOTA: no próximo número, “Gracioso, croquete de milho e galera da Cedae”
sexta-feira, 12 de março de 2010
Nunca mais ouvi falar de amor...

Ou seja, o boato que se espalhou por Vila Isabel era o da separação. Mas afinal de contas, qual o motivo para isso tudo? – gritava em uníssono a platéia que acompanha os trabalhos suados dos paparazzi. - Por que brigaram, ora bolas?!
A resposta é: todas as especulações sobre o motivo da briga, as que existem, as que serão feitas, todas estão corretas. E esse parafrasear do Aldir Blanc apenas serve para dizer que somos menos turrões que aquela dupla de autores do Mestre Sala dos Mares. Dois dias e já basta. Cheio de saudades, já comemoro o aniversário da briga natimorta convidando Roberta Cristina Eugênio e o MOCC para a festa da reconciliação. No nosso caso, a música brasileira pode até não agradecer tanto, e nem mesmo tivemos uma Yoko Ono para nos dar motivos para irmos embora, porém os batuqueiros & cantadores serão mais felizes sabendo que uma máfia de dois como a nossa não se findou. Quem se finou foram os olhudos de plantão – vão botar mandinga na casa do c!...
Enfim...
Importa é que Roberta taí, de volta à paz daqueles que esqueceram os ciúmes, e eu, malgrado pisar nos mesmos espinhos, estou aqui, de braços abertos, esperando colocar no colo a minha menina, que na realidade é quem me nina.
Meu par,
minha nega, que falta - nesses enormes dois dias - você me fez!
teu f.
p.s.
para os moquianos de plantão, eis aí um folhetim que faltou à pena do Maneco. Claro, ele desconhece o subúrbio... Vamos lançar o disco "Farpas e bitocas - Nacional "em breve. Incluindo o grande sucesso de Dhi Ribeiro!
Uma ode aos satélites de geração
Por vezes a gente conta estar vivendo tempo de certezas e por isso mesmo, fica este tempo com uma cara de tédio, de coisa estabelecida, de reconhecimento de quem somos apenas com um adentrar ao boteco-meca alcunhado Arco Íris.
Daí uma sorte do MOCC ter o Fernando como nosso provocador-mor, ou corregedor-da-pasmaceira-inaceitável, tanto faz. Sou crítico à implicância do nosso economista-artista com certas moças que cantam - e outras, presentes em sua lista negra, nem tão mocinhas assim - porque considero um prazer ouvi-las, dança-las e até dançar com elas (vide a cheirosa Roberta Sá). Porém, é beber dois goles de conversa com o Assumpção e logo ele vem implodindo uma a uma, nem sempre com satisfatório sucesso mas com apuro e bom humor. O famoso bom humor do mau humor . Quando pensamos que ,enfim, ele já destruiu carreiras com sua afiada língua, no contrapé somos pegos com suas "descobertas". Deste modo matamos um simplismo de avaliação: Fernando não é um provocador de polêmicas, outrossim um promotor de modernidades; essas que para nós, pobres mortais-com-leve-alcoolismo, poderiam ser demodés ou cafonas, e que ele vem, com seu senso estético inquieto de ocupação, fazendo chacota de nossos bons sensos assentados pelo Incra. Um tropicalista jóia, uma figura de fundir a cuca dessa juventude que quer tomar o puder, eis nosso satélite de geração. Coisa velha isso de satélite, né? o lance agora é bluetooth. Ou, como diria a projenitora: o lance agora é isso, "vê se eu tô on line aí!!..."
O melhor de Assumpção é seu pior: ser um homem bomba que eventualmente chora.
beijos para Dhi (que não sai da minha cuca! - o que não necessariamente é agradável.. ou nem sempre o é...rs)
f.
p.s.
sinto falta das moquianas fotografias do carnaval do mocc da manchete.... e o baile? vem por aí?
