quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Palavras que valem por mil imagens: cinema transcendental.

Pessoas há que tomam de assalto a língua e fazem dela o que bem entendem. Parece-me que disso ela gosta.
Menos polissíndetos, mais polissemias. E o sentido, que se faz do sentido nessa larga boca onde todos desembocam?
Certos disso é que eles gostam. Por isso, Felipe, não se acanhe de ser prolixo...

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http://www.youtube.com/watch?v=qoJ-AUi2GXs

O melhor o tempo esconde, longe, muito longe
Mas bem dentro aqui, quando o bonde dava a volta ali
No cais de Araújo Pinho, tamarindeirinho
Nunca me esqueci onde o imperador fez xixi

Cana doce Santo Amaro, gosto muito raro
Trago em mim por ti, e uma estrela sempre a luzir

Bonde da Trilhos Urbanos vão passando os anos
E eu não te perdi, meu trabalho é te traduzir

Rua da Matriz ao Conde no trole ou no bonde
Tudo é bom de vê, seu Popó do Maculelê

Mas aquela curva aberta, aquela coisa certa
Não dá prá entender o Apolo e o rio Subaé

Pena de Pavão de Krishna, maravilha, vixe Maria
Mãe de Deus, será que esses olhos são meus ?

Cinema transcendental, Trilhos Urbanos
Gal cantando o Balancê
Como eu sei lembrar de você

(Caetano Veloso - Trilhos Urbanos)

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