
A distância por mar entre Cuba e o Haiti é de menos de 100km. O terremoto do dia 12 de janeiro, que arrasou a capital haitiana, foi sentido em toda a região oriental da maior das antilhas, e mesmo na segunda maior cidade do país, Santiago de Cuba.
No entanto, a única notícia que repercutiu na mídia internacional foi a liberação, pelos cubanos, de seu espaço aéreo para o trânsito de aeronaves norte-americanas com a tão falada "ajuda humanitária".
Porém Cuba não enviou muita gente para o Haiti após a tragédia. Mas, e o tal do internacionalismo?
Pois bem: antes mesmo do terremoto, havia no Haiti 25 cubanos participando da Campanha Nacional de Alfabetização daquele país e 417 médicos e estudantes que participavam de iniciativas de atendimento básico e vacinação.
Até o último sábado, 18.000 haitianos foram atendidos por equipes cubanas de saúde, tendo sido realizadas mais de 1.700 intervenções cirúrgicas, das quais 800 classificáveis como complexas. Isso tudo, nos cinco Centros de Diagnóstico Integral espalhados pelo território do país caribenho, que lá funcionam desde antes do terremoto numa iniciativa conjunta entre Cuba e Venezuela.
Os cubanos tomaram de assalto o Hospital Ofatma, qualificado pelos haitianos como "un hospital para gente rica", e lá atendem a todos os que precisam. Como diz a matéria do jornal cubano Granma, "o terremoto sacudiu muitas coisas no Haiti".
Enquanto isso, no palácio presidencial, milhares de soldados norte-americanos estabelecem seu quartel general. Bem verdade é que o tremor tirou muitas coisas do eixo naquela pobre, porém lutadora ilha caribenha. Mas parece que os marines sempre estão a postos - e dispostos - para colocar o que é preciso no seu devido lugar.
(notícias retiradas do site www.granma.cu)

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